quarta-feira, novembro 26, 2014

O INCRÍVEL MUNDO NOVO: ESTADO DE NEGAÇÃO GENERALIZADO – crónicas de um mártir roto

Relativamente à governação sócretina, e para avivar a memória dos mais incautos, eu até poderia relembrar que observámos o pior crescimento económico dos últimos 100 anos; que alcançámos a pior dívida publica (em % do PIB) dos últimos 170 anos (mais que 100% do PIB...ou seja, o que produzíamos não era suficiente para fazer face ás nossas despesas – isto sem contar com as dívidas insustentáveis criadas pelas empresas publicas á época, que representariam mais 25% do PIB nacional, nem com os 60 Mil Milhões€ das PPP’s, ou seja, mais 35% do PIB adicionais _ PAGUEM GERAÇÕES VINDOURAS); poderia até relembrar, igualmente, que alcançamos a maior dívida externa dos ultimo 130 anos (com reflexos no valor de hoje, claro, porque as tais PPP’s continuam a ter de ser pagas com um aumento gradual da sua percentagem de amortização) ou que alcançamos com Sócrates a maior percentagem de dívida externa brutade sempre (em 1995 era de 40%, no final do Governo Socialista era de 230%); poderia ainda relembrar que no período Sócrates tivemos défices da balança corrente que rondaram os 10% do PIB (hoje invertida, felizmente) e um peso do estado que atingiu os 50% do PIB (sabemos todos o que isto significa certo?!)....podia relembrar tudo isto e muito mais! Fácil seria, dessa forma, percebermos como, aos poucos, fomos construindo uma imagem de despesistas, que culminaria num aumento, até valores insustentáveis, das taxas de juro da dívida portuguesa (quem de nós iria emprestar dinheiro a outro, quando este demonstrava, claramente, incapacidade de solvência dos seus compromissos?! Pois...basta personificarmos todo o teatro) e que, por sua vez, obrigariam o Sócrates e o seu lacaio a pedir ajuda externa – a tal TROIKA (não podemos esquecer que Portugal não produzia, nem produz atualmente, o suficiente para se sustentar, logo tem de pedir dinheiro emprestado; e como ninguém dá nada a ninguém...temos de pagar os tais juros)

Se é verdade que o povo tem memória curta (eu arrisco a dizer...sem memória: viva o presente, que o passado já lá vai, e o futuro é das crianças e não meu), não menos verdade será dizer que vivemos num constante e profundo estado de negação tal, que ou não queremos aceitar os fatos, ou então somos mesmo totós e temos apenas o país que merecemos. Cada qual escolhe o barrete que melhor lhe serve...(os restantes vão mantendo os olhos abertos e, de forma sensata e coerente, preferem não se resignar e vão alimentando o seu estado de lucidez precisamente com a insensatez dos demais – portanto, usam boné ou simples chapéu).

Falo pois do episódio “Detenção de Sócrates” (que, diga-se em abono da verdade e congruência, não se deveria ter tornado mediático ao ponto que se tornou...ainda que, impere o bom-senso, tratando-se do Sócrates, um ex-Primeiro Ministro, tal seria impossível e todos sabem disso) e dos devaneios, loucuras e desprezíveis atos de condicionamento da opinião publica que se lhe seguiram, quer nas redes sociais, quer nos media (esse intocável mundo de sensatez, profissionalismo e isenção jornalística que é o caso português).

Lêem-se, pasme-se, comparações de Sócrates (ministro) ao, também ele ministro, Sebastião José de Carvalho e Melo (aka Marquês de Pombal) (e aqui, sinto extrema necessidade de usar um estrangeirismo bem significativo: WTF?!) ou mesmo (minha nossa senhora) ao Nelson Mandela (sim, houve quem comparasse o Sócrates ao Nelson Mandela). E aqui relembro com saudade a minha infância e a assídua leitura que fazia de Uderzo & Goscinny para adaptar uma frase das suas personagens maiores à realidade portuguesa atual: “são loucos, estes portugueses”.

Sem querer entrar em grandes pormenores (pois far-me-ia invadir o campo da obscenidade intelectual e da incoerência brutalmente assumida, de forma desavergonhada, por grande parte de muitos comentadores e opinion makers da praça portuguesa – e aqui, surge-me um outro estrangeirismo: bulshit para eles), a verdade é que ninguém está acima da lei – pedra basilar de uma sociedade livre, justa e democrática.

E portanto, se não bastasse o estilo de vida “novo rico (incomportável para alguém que recebe um salário de político) a casa na Braamcamp, a casa em Paris (quantos milhões custou mesmo?!), a off-shore em nome da família (20.000.000€ correto?!) com o nome “Medes Holding LLC (sim, aos distraídos, esta off-shore existe e é dos tios do senhor) ou até mesmo não tivesse sido Sócrates um dos principais beneficiários das amnistias fiscais decretadas pelos seus próprios governos para quem tinha dinheiro no exterior (maior parte do dinheiro dele que entrou com o perdão fiscal de 2010 veio da Suíça – off quê?!) – e aqui, é gritante o abuso de poder em benefício próprio – para limpar a remela dos mais distraídos e para fazer soar o alarme dos menos crédulos (serão ingénuos a esse ponto?!), então não sei o que possa ser, nem entendo tamanha insensatez que motive alguém continuar a defender tal sujeito (ou pelo menos, pôr as mãos no fogo por ele sem conhecer o take-over final). E se existem mais como ele (venham de onde vierem), só tem é de ser julgados da mesma forma, doa a quem doer. Ponto!!! Relativamente aos comentários de muitas meretrizes ofendidas da praça pública: vejam lá se os vossos rabos não estarão igualmente escaldados...

Detenção humilhante para alguém que exerceu as funções de Primeiro Ministro de Portugal?!

Humilhante foram os 90 Mil Milhões€ (valor por alto!!) gastos em PPP’s, ou o pedido de resgate internacional (vulgo, TROIKA) dos quais este senhor foi prossecutor. Disso eu não me esqueço e isso sim foi humilhante...não para um indivíduo só (o tal) mas para todo um povo. E se é suposto, depois de tudo isto e se se vier a provar a sua culpa (ainda que, até prova em contrário, seja sempre inocente – deixem a justiça trabalhar!!), criarmos um mártir deste indivíduo apenas porque...”ah e tal, é a opinião generalizada”...então não contem comigo, porque nesse caso, e fazendo-se jurisprudência “social e comunitária” para outros semelhantes, tenho a infelicidade de afirmar que Portugal tem apenas aquilo que merece .


Mais cego é aquele que não quer ver, ou, perante os fatos irredutíveis, teima em não querer acreditar

sábado, novembro 22, 2014

O ressurgimento do argumento esquecido: “VITALÍCIO” dos Santos Lello _ Parte III

Pois é…eu bem que me queria parecer que a procissão ainda mal ia no adro! Depois de toda a indignação (da maior parte da classe política, excepto os tais que desta medida iriam beneficiar, pois claro) que este assunto levantou; depois de os próprios Thor Couto dos Santos e Capitão América José Lello (Marvel novamente metida ao barulho) retirarem a sua proposta de cima da mesa (ainda que com o Hulk Vieira da Silva a dizer que esta não seria uma prioridade do PS, embora fosse justo que ela fosse para a frente – também ele é um dos históricos de 2005) heis senão que surge a tão propalada autora de diversas diarreias cerebrais, a Mulher Maravilha Isabel Moreira do PS a defender que a medida tem mesmo de se concretizar, porque se não o for, tratar-se-á, com certeza (tão dona da razão que ela está) de uma tremenda inconstitucionalidade!

Vejam só que dona suprema da razão, justiça, seriedade, honestidade e ética política, além de ameaçar em levar a medida ao Tribunal Constitucional, ainda afirma, com tanta veemência (então é porque estará seriamente convencida de tal) que o facto de o BR ter avocado a proposta (ainda que nunca tendo pedido a sua revogação), mais não é do que pura demagogia.

Bolas...se ela o diz...é melhor não brincar então com coisas sérias!! Nem perante os fatos se redimem do erro de sequer ter pensado neste assunto! Este tipo de gente, que chegou ao poder com os votos dos eleitores portugueses (aqueles que contribuem fiscalmente para pagar estas mixórdias todas) nem sequer tenta abafar a falta de decência, moral, bom-senso e carácter que os qualifica. Eu cá sou da opinião que, só por causa das coisas, quem (de entre os pré-2005) estiver mal...então que se mude (AKA = ganhe vergonha na cara, e saia de cena)!


sexta-feira, novembro 21, 2014

O ressurgimento do argumento esquecido: “VITALÍCIO” dos Santos Lello _ Parte II

Passada a agitada e tempestuosa tempestade de ontem, surge um raio de sol...valha-nos Deus que a bonança estará para chegar. PSD e PS... não...CORRIGO: Thor Couto dos Santos e Capitão América José Lello (a MARVEL entra sempre bem em qualquer filme de ficção) retiraram a proposta de reposição das subvenções.

Nota prévia – muita atenção: os títulos das noticias dos jornais dizem [...] retiram proposta de reposição das subvenções dos políticos [...] e aqui, mais uma vez, assistimos ao sensacionalismo medíocre (e digo medíocre para não dizer vergonhoso ou até, lembrando o “velho” Alberto João Jardim, FDP – se ele o pode dizer, porque não posso eu?!) dos media portugueses que usam e abusam do também ele medíocre conhecimento das instituições políticas por parte da população; não se trata nem nunca se tratou das subvenções dos políticos (no geral) mas sim de uma pequena fracção (no particular) correspondente aqueles que exerceram funções até 2005 e por mais de xxx anos! Media no seu melhor... a “melhor” e mais séria informação a bem dos portugueses.

Mas voltando ao cerne do assunto: pois bem, os 2 senhores recuaram! Hurra...FRA! E então? Fica tudo na mesma? Fica tudo bem? Foi apenas um “acidente de percurso”? Não há ilações nem conclusões a retirar de toda esta momentânea e gigantesca PARAGEM CEREBRAL?

Estes 2 senhores (e atenção porque os há em todos os quadrantes políticos) que durante anos (des)governaram Portugal, representam-se a eles e a toda uma ”classe política da velha guarda”, do pós 25 de Abril (não querendo generalizar, felizmente porque não serão a maioria) que já se entendeu como uma raça do mais promiscuo, imoral e desavergonhado que existe. Ninguém os obrigou a serem políticos e nem a política é, ou deve ser entendida, ocmo uma profissão; ninguém lhes apontou uma arma à cabeça para que eles assumissem, qual batalhão de Dons Sebastiões, os destinos do país durantes aqueles anos; logo, e se realmente esses que  tais são pessoas de bem (e aí, o espelho do seu carácter que expus em cima, cai por terra e faço figura de palhaço) então não encubram esta medida com uma diretiva constitucional nem com um legítimo ato de justiça pois, no momento em que se mantém regimes de exceção, a bem do país, para com funcionários públicos e outros que mais, que moral teriam eles (upssss) para sequer pensar em ponderar uma reflexão sobre uma potencial medida que iria repor as subvenções blá blá blá! Pois é...mas eles não só pensarem, como inclusivamente puseram à votação na comissão da especialidade.

Já percebemos que a larga maioria da Assembleia da Republica (incluindo a maioria das bancadas parlamentares dos partidos do “centralão” – gosto mais do que do termo simplório “centrão”) não concordava com a medida; aliás, o espanto e a perplexidade da maioria desses condiz com o mesmo espanto e perplexidade daqueles “do lado de cá”; a diferença é que eles, porque afinal era “O” PSD e “O” PS, acabavam por ser metidos no mesmo saco sanitário ainda que injustamente (porque ainda tem muita gente boa na casa da democracia). Mas se assim é, e se se está a discutir o OE2015, porque carga de água é que estes 2 indivíduos, completamente torpes  e depravados, haviam de se lembrar de fazer tal proposta á revelia do partido que os fez chegar aquelas cadeiras? Isso não sei...mas sei que acredito, de forma honesta, na genuína repulsa e vergonha transmitida por muitos outros deputados(de ambos os partidos) quando souberam da “bomba”. Valha-nos isso, que nem tudo está perdido.


Quanto a esse restolho (cada vez menos, se espera) que ainda vai circulando por aqueles corredores, o mínimo que poderiam fazer seria renunciar aos seus cargos políticos porque o bom-sendo, o carácter e a moral a isso lhes obrigaria...mas!! Enfim, não serão estes os valores sociais que os caracterizam. Piada tem que, mesmo depois de toda a novela, ainda vemos uns tipos, como o Hulk Vieira da Silva (PS) a dizer que “enfim...não seria uma prioridade do seu partido, mas que esta medida era mais do que justa e que com ela honrariam aquilo que deve ser o critério de um estado de direito...e blá blá blá”! Pois é...eles andam aí.

O ressurgimento do argumento esquecido: “VITALÍCIO” dos Santos Lello

Hoje fomos confrontados com uma notícia de tal forma atroz e aberrante que, vivêssemos nós num qualquer país onde ética, escrúpulos e coerência  não fossem valores sociais intocáveis, até poderia nem parecer tão estranho; admito até que, nesse país, sem esses valores fundamentais que deveriam balancear toda uma sociedade, esta situação poderia inclusivamente ter passado despercebida. A verdade é que num país como esse, tal acontecimento teria sido “apenas mais um”. Não é o caso...

A indignação gerada é tanta, e de tal forma substanciada, que chega a gerar, com toda a legitimidade que um povo pode ter, aquilo a que eu chamo da “Reacção dos 3RR’s: repulsa...raiva...revolta!

Não houve acordo em matérias importantes como as reformas necessárias para o equilíbrio das contas publicas e atualização dos níveis de serviço da nação de acordo com as suas possibilidades, reformas essas que, pensadas de forma responsável, teriam de ser transversais a todas as principais áreas de intervenção de um governo, nomeadamente Saúde, Educação, Justiça, Segurança Pública, Segurança Social, etc.; mas o que é certo é que para repor as subvenções a ex-titulares de cargos políticos...aí “o” PSD e “o” PS se entenderam. Mas terá sido todo esse “PSD” e todo esse “PS”?

Atenção que esta leitura não pode ser feita de forma tão direta quanto queiram os media fazer parecer; a verdade é que esta questão é muito mais profunda e complexa (politicamente e não só) do que aquilo que de uma primeira reação possa resultar (não deixando, contudo, de ser uma ato que merece extrema repugna para com quem se lembrou de tal “ideia”). Na verdade, vemos aqui uma luta, que se agudiza a cada dia, entre o “novo” e o “velho”.

Eu já nem vou entrar na análise da guerra entre o Tribunal Constitucional (NÃO ELEITO POR MIM) e o Governo e Assembleia de República (para os quais contribuí como o meu voto). Sim porque, de acordo com a jurisprudência do TC, estas medidas de exceção “podem ou não” (a velha ambiguidade da nossa lei fundamental) ser constitucionais – recorde-se aqui que esta medida irá vigorar APENAS para aqueles que desempenharam cargos políticos até 2005...daí para a frente a palavra VITALICIO, e bem, deixou de existir (e aí, em abono da verdade, o Sr. Sócrates merece ser mencionado – houvesse alguma coisa ao fim de 6 anos de governo – como quem acabou com esse tipo de subvenções). E aqui, poderia inclusivamente voltar á velha temática do “vamos rever a porcaria da nossa constituição, já que ela mesmo, além de velha e caquética, não permite acabar com essas pensões vitalícias, apenas limitá-las”...mas nem vou por esse caminho.

Também não vou pelo caminho do “eina...chulos...bué de dinheiro que se vai gastar com esses políticos blá blá blá”...não é seguramente pelo valor que estará em causa, até porque representará uma migalha de “milésimos percentuais” no todo do orçamento de estado para 2015 – ainda que moralmente e eticamente desprezível: o exemplo deve e tem de vir de cima.

Também é verdade que a forma como a noticia passa para a opinião publica (sim porque os media tem de se aproveitar, de alguma forma, deste tipo de situações para fazer render o seu peixe) carregada de trocadilhos nas palavras usadas e de uma certeza quase que indiscutível de que “isto já é um dado adquirido”, só engana quem anda mais desatento (aí, façamos todos mea culpa, temos a tendência de, despercebidamente, apenas atendermos ás letras gordas, e pouco ao conteúdo – não sabemos como as instituições democráticas funcionam, e então engolimos tudo o que de gordo nos passa pelos olhos). A verdade é que esta medida terá sido, para já, APENAS VOTADA favoravelmente na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (sob o argumento de questões jurídico-constitucionais; que bem deve soar este fundamento constitucional aos defensores acérrimos da atual Constituição da República Portuguesa), ou seja...a procissão ainda agora vai no adro.

Agora, importa realmente refletir e pensar seriamente que no cerne da questão está, efetivamente, a tal guerra intergeracional, senão vejamos: esta medida iria incidir apenas sobre os tais “velhos” que exerceram funções políticas até 2005 (a tal retroatividade onde se enquadram o Sr. dos Santos (PSD) e o Sr. Lello (PS)); sim porque, desengane-se o mais desatento, este tipo de pensões já não existe desde então (conforme já havia referido) e nem vale apena usar daquele exercício simplório do “isso é tudo a mesma coisa e vão todos ao mesmo saco” porque tal só demonstraria total desconhecimento e banalização injusta de toda esta situação.

A verdade é que todo este sururu trouxe á tona, novamente (já não bastasse ao nível da sustentabilidade da segurança social), toda uma guerra intergeracional que, afinal de contas, nem se dirimiu nem terá tão pouco os dias contados. A verdade é que toda uma geração de deputados da Assembleia da República (mais novos e “mais-ou-menos” novos, dos vários quadrantes políticos) veio já a publico repudiar a medida e demonstrar o seu profundo desagrado e total discordância com toda esta mixórdia de acordos inter partidários.

A verdade é que, continuadamente, continuamos a assistir a uma total falta de respeito, consideração e até bom-senso por parte dos senhores políticos “mais velhos” não para com os senhores políticos “mais novos” (embora também) mas sim para com toda uma sociedade, uma nação. Este amontoar de desavergonha claro que não dignifica a classe política e suas instituições (e aqui, paga o justo pelo pecador = o novo pelo velho) e jamais ajudará a restabelecer a tão necessária (ainda que indevidamente desvalorizada pela população) confiança nas organizações publicas. Toda esta situação nada mais é que o reflexo de tudo isso mesmo: estes senhores (aqueles, os “velhos”) conseguiram, em 40 anos de democracia, não só destruir (sim, destruir) irresponsavelmente um país, como conseguiram ainda estabelecer toda uma malha de influências e direitos “muito próprios” (direitos...essa palavra sem retorno) que mesmo agora, quando a luz ténue ainda mal volta a surgir ao fundo do túnel, já se preparam para restabelecer. Esta palavra “repor” nada mais é do que isso: “antes que a malta se aperceba, vamos lá repor tudo como estava...só para nós...os donos e senhores...os super competentes que em 40 anos de incompetência (não generalizada, felizmente) conseguimos arruinar com os projetos de vida e o futuro de todas as gerações seguintes”.

É pelo valor em causa?? Certamente que não. É pela falta de escrúpulos, respeito e dignidade dos que propõe a medida (e daqueles que, já não tendo assento, estes representam) para com todas as outras gerações seguintes (onde se incluem obviamente políticos com funções parlamentares e outras no presente, e com outra formação moral e ética com certeza)?? CLARO...


Vós que estais no cais do Restelo, que maldizem, que amaldiçoam, que desmoralizam, que anatematizam...sim vós...estai calados! Saibam reconhecer a vossa hora, e retirem-se de uma vez por todas, porque as naus já partiram e vocês já não aduzem nem “pedalada” nem pingo de moral para as acompanharem.


Aconselho a leitura do artigo de opinião http://www.publico.pt/politica/noticia/e-imoral-repor-as-subvencoes-vitalicias-1676961 do Pedro Sousa de Carvalho no PÚBLICO