sexta-feira, novembro 21, 2014

O ressurgimento do argumento esquecido: “VITALÍCIO” dos Santos Lello _ Parte II

Passada a agitada e tempestuosa tempestade de ontem, surge um raio de sol...valha-nos Deus que a bonança estará para chegar. PSD e PS... não...CORRIGO: Thor Couto dos Santos e Capitão América José Lello (a MARVEL entra sempre bem em qualquer filme de ficção) retiraram a proposta de reposição das subvenções.

Nota prévia – muita atenção: os títulos das noticias dos jornais dizem [...] retiram proposta de reposição das subvenções dos políticos [...] e aqui, mais uma vez, assistimos ao sensacionalismo medíocre (e digo medíocre para não dizer vergonhoso ou até, lembrando o “velho” Alberto João Jardim, FDP – se ele o pode dizer, porque não posso eu?!) dos media portugueses que usam e abusam do também ele medíocre conhecimento das instituições políticas por parte da população; não se trata nem nunca se tratou das subvenções dos políticos (no geral) mas sim de uma pequena fracção (no particular) correspondente aqueles que exerceram funções até 2005 e por mais de xxx anos! Media no seu melhor... a “melhor” e mais séria informação a bem dos portugueses.

Mas voltando ao cerne do assunto: pois bem, os 2 senhores recuaram! Hurra...FRA! E então? Fica tudo na mesma? Fica tudo bem? Foi apenas um “acidente de percurso”? Não há ilações nem conclusões a retirar de toda esta momentânea e gigantesca PARAGEM CEREBRAL?

Estes 2 senhores (e atenção porque os há em todos os quadrantes políticos) que durante anos (des)governaram Portugal, representam-se a eles e a toda uma ”classe política da velha guarda”, do pós 25 de Abril (não querendo generalizar, felizmente porque não serão a maioria) que já se entendeu como uma raça do mais promiscuo, imoral e desavergonhado que existe. Ninguém os obrigou a serem políticos e nem a política é, ou deve ser entendida, ocmo uma profissão; ninguém lhes apontou uma arma à cabeça para que eles assumissem, qual batalhão de Dons Sebastiões, os destinos do país durantes aqueles anos; logo, e se realmente esses que  tais são pessoas de bem (e aí, o espelho do seu carácter que expus em cima, cai por terra e faço figura de palhaço) então não encubram esta medida com uma diretiva constitucional nem com um legítimo ato de justiça pois, no momento em que se mantém regimes de exceção, a bem do país, para com funcionários públicos e outros que mais, que moral teriam eles (upssss) para sequer pensar em ponderar uma reflexão sobre uma potencial medida que iria repor as subvenções blá blá blá! Pois é...mas eles não só pensarem, como inclusivamente puseram à votação na comissão da especialidade.

Já percebemos que a larga maioria da Assembleia da Republica (incluindo a maioria das bancadas parlamentares dos partidos do “centralão” – gosto mais do que do termo simplório “centrão”) não concordava com a medida; aliás, o espanto e a perplexidade da maioria desses condiz com o mesmo espanto e perplexidade daqueles “do lado de cá”; a diferença é que eles, porque afinal era “O” PSD e “O” PS, acabavam por ser metidos no mesmo saco sanitário ainda que injustamente (porque ainda tem muita gente boa na casa da democracia). Mas se assim é, e se se está a discutir o OE2015, porque carga de água é que estes 2 indivíduos, completamente torpes  e depravados, haviam de se lembrar de fazer tal proposta á revelia do partido que os fez chegar aquelas cadeiras? Isso não sei...mas sei que acredito, de forma honesta, na genuína repulsa e vergonha transmitida por muitos outros deputados(de ambos os partidos) quando souberam da “bomba”. Valha-nos isso, que nem tudo está perdido.


Quanto a esse restolho (cada vez menos, se espera) que ainda vai circulando por aqueles corredores, o mínimo que poderiam fazer seria renunciar aos seus cargos políticos porque o bom-sendo, o carácter e a moral a isso lhes obrigaria...mas!! Enfim, não serão estes os valores sociais que os caracterizam. Piada tem que, mesmo depois de toda a novela, ainda vemos uns tipos, como o Hulk Vieira da Silva (PS) a dizer que “enfim...não seria uma prioridade do seu partido, mas que esta medida era mais do que justa e que com ela honrariam aquilo que deve ser o critério de um estado de direito...e blá blá blá”! Pois é...eles andam aí.

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