Passada a agitada e tempestuosa tempestade de ontem, surge
um raio de sol...valha-nos Deus que a bonança estará para chegar. PSD e PS...
não...CORRIGO: Thor Couto dos Santos e Capitão América José Lello (a MARVEL entra
sempre bem em qualquer filme de ficção) retiraram a proposta de reposição das
subvenções.
Nota prévia – muita atenção: os títulos das noticias dos
jornais dizem [...] retiram
proposta de reposição das subvenções dos políticos [...] e aqui, mais
uma vez, assistimos ao sensacionalismo medíocre (e digo medíocre para não dizer
vergonhoso ou até, lembrando o “velho” Alberto João Jardim, FDP – se ele o pode
dizer, porque não posso eu?!) dos media
portugueses que usam e abusam do também ele medíocre conhecimento das
instituições políticas por parte da população; não se trata nem nunca se tratou
das subvenções dos políticos (no
geral) mas sim de uma pequena fracção (no particular) correspondente aqueles
que exerceram funções até 2005 e por mais de xxx anos! Media no seu melhor... a “melhor” e mais séria informação a bem dos
portugueses.
Mas voltando ao cerne do assunto: pois bem, os 2 senhores
recuaram! Hurra...FRA! E então? Fica tudo na mesma? Fica tudo bem? Foi apenas
um “acidente de percurso”? Não há ilações nem conclusões a retirar de toda esta
momentânea e gigantesca PARAGEM CEREBRAL?
Estes 2 senhores (e atenção porque os há em todos os
quadrantes políticos) que durante anos (des)governaram Portugal, representam-se
a eles e a toda uma ”classe política da velha guarda”, do
pós 25 de Abril (não querendo generalizar, felizmente porque não serão a maioria)
que já se entendeu como uma raça do mais promiscuo, imoral e desavergonhado que
existe. Ninguém os obrigou a serem políticos e nem a política é, ou deve ser
entendida, ocmo uma profissão; ninguém lhes apontou uma arma à cabeça para que
eles assumissem, qual batalhão de Dons Sebastiões, os destinos do país durantes
aqueles anos; logo, e se realmente esses que
tais são pessoas de bem (e aí, o espelho do seu carácter que expus em
cima, cai por terra e faço figura de palhaço) então não encubram esta medida
com uma diretiva constitucional nem
com um legítimo ato de justiça pois,
no momento em que se mantém regimes de exceção, a bem do país, para com
funcionários públicos e outros que mais, que moral teriam eles (upssss) para sequer pensar em ponderar
uma reflexão sobre uma potencial medida que iria repor as subvenções blá blá
blá! Pois é...mas eles não só pensarem, como inclusivamente puseram à votação
na comissão da especialidade.
Já percebemos que a larga maioria da Assembleia da Republica
(incluindo a maioria das bancadas parlamentares dos partidos do “centralão” –
gosto mais do que do termo simplório “centrão”) não concordava com a medida;
aliás, o espanto e a perplexidade da maioria desses condiz com o mesmo espanto
e perplexidade daqueles “do lado de cá”; a diferença é que eles, porque afinal
era “O” PSD e “O” PS, acabavam por ser metidos no mesmo saco sanitário ainda
que injustamente (porque ainda tem muita gente boa na casa da democracia). Mas se
assim é, e se se está a discutir o OE2015, porque carga de água é que estes 2
indivíduos, completamente torpes e
depravados, haviam de se lembrar de fazer tal proposta á revelia do partido que
os fez chegar aquelas cadeiras? Isso não sei...mas sei que acredito, de forma
honesta, na genuína repulsa e vergonha transmitida por muitos outros deputados(de
ambos os partidos) quando souberam da “bomba”. Valha-nos isso, que nem tudo
está perdido.
Quanto a esse restolho (cada vez menos, se espera) que ainda
vai circulando por aqueles corredores, o mínimo que poderiam fazer seria
renunciar aos seus cargos políticos porque o bom-sendo, o carácter e a moral a
isso lhes obrigaria...mas!! Enfim, não serão estes os valores sociais que os caracterizam.
Piada tem que, mesmo depois de toda a novela, ainda vemos uns tipos, como o Hulk Vieira da Silva (PS) a dizer que “enfim...não seria uma prioridade do seu
partido, mas que esta medida era mais do que justa e que com ela honrariam
aquilo que deve ser o critério de um estado de direito...e blá blá blá”!
Pois é...eles andam aí.
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